Morre aos 83 anos Édima de Souza Mattos, pioneira no combate ao racismo em Presidente Prudente

Morre em Presidente Prudente a professora Édima de Souza Mattos aos 83 anos Uma das principais referências na luta pela valorização da população negra e n...

Morre aos 83 anos Édima de Souza Mattos, pioneira no combate ao racismo em Presidente Prudente
Morre aos 83 anos Édima de Souza Mattos, pioneira no combate ao racismo em Presidente Prudente (Foto: Reprodução)

Morre em Presidente Prudente a professora Édima de Souza Mattos aos 83 anos Uma das principais referências na luta pela valorização da população negra e no combate ao racismo em Presidente Prudente (SP), a professora doutora Édima de Souza Mattos morreu na madrugada desta quinta-feira (11), aos 83 anos. O velório é realizado na Casa de Velório Athia. O sepultamento está previsto para ocorrer no Cemitério Municipal São João Batista em horário a ser definido. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Natural de Arapiranga, no interior da Bahia, Édima nasceu em 8 de setembro de 1942 e se mudou com a família para o Oeste Paulista ainda criança. Aos 10 anos, passou a viver em Presidente Prudente, cidade onde construiu uma trajetória marcada pela educação, pela pesquisa científica e pela militância em defesa da igualdade racial. A educadora iniciou a carreira aos 16 anos, lecionando inglês na Escola de Comércio Joaquim Murtinho. Formou-se em Letras, em Adamantina (SP), e posteriormente em Pedagogia pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste). Mais tarde, concluiu mestrado e doutorado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e realizou pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). Porém, Édima iniciou a carreira como professora aos 16 anos e, desde a década de 1990, esteve engajada em ações voltadas à promoção da igualdade racial. Ao longo da trajetória, visitou escolas para incentivar estudantes afrodescendentes a permanecerem nos estudos em um período em que os índices de evasão escolar chegavam a 68%. Em 2022, a doutora foi uma das homenageadas com o Prêmio Ruth de Souza, concedido pela Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo por sua atuação em defesa da população negra. LEIA TAMBÉM Dia Mundial do Meio Ambiente: Parque Morro do Diabo é símbolo de preservação em região marcada por incêndios Cães e gatos sonham? Ciência explica o que acontece no cérebro dos pets durante o sono Envelhecimento, agrotóxicos e hipertensão: estudo premiado alerta para o adoecimento silencioso de trabalhadores rurais no interior de SP Édima Mattos faleceu nesta quinta-feira (11), em Presidente Prudente (SP) Unoeste/Divulgação Educação, pesquisa e combate ao racismo Doutora e pós-doutora, Édima integrou um grupo ainda pouco representado no ensino superior brasileiro e dedicou grande parte da vida à defesa da educação como ferramenta de transformação social. Desde 1988, ano do centenário da abolição da escravidão no Brasil, a professora participou ativamente de movimentos ligados à valorização da população negra, marcando sua atuação pelo enfrentamento da discriminação racial e pela promoção da inclusão de estudantes negros no ambiente acadêmico. Aposentada da rede estadual de ensino, permaneceu em atividade na Unoeste por mais de 35 anos, passando por diferentes cursos e faculdades da instituição. Até os últimos dias de vida, seguia envolvida em projetos acadêmicos e pesquisas desenvolvidas em parceria com o Ministério da Saúde. Entre as contribuições na área da saúde, participou da elaboração de um projeto-piloto sobre anemia falciforme, doença que afeta principalmente a população negra e que serviu de referência para iniciativas implantadas em outras regiões do estado de São Paulo. Um de seus objetivos era contribuir para a criação de um ambulatório especializado no tratamento da doença em Presidente Prudente. Ela também coordenou pesquisas na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP) voltadas à saúde mental e à incidência de sífilis entre mulheres privadas de liberdade, além de desenvolver projetos de extensão direcionados à inclusão social e ao atendimento de populações vulneráveis. Em março deste ano, participou de um evento em Brasília (DF) que consolidou a atuação do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Nats), da Faculdade de Medicina de Presidente Prudente (Famepp/Unoeste), junto ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Unoeste, Édima teve papel decisivo na articulação da parceria envolvendo o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Édima Mattos faleceu nesta quinta-feira (11), em Presidente Prudente (SP) Unoeste/Divulgação Reconhecimento acadêmico A trajetória acadêmica de Édima também ultrapassou as fronteiras do país. Após defender sua tese de doutorado sobre literatura e jornalismo de Eça de Queirós, recebeu um convite para ministrar uma oficina, em Portugal, durante o Colóquio Internacional de Tormes/Eça e o Romance Oitocentista, realizado em 2016. Ao longo de mais de seis décadas dedicadas ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária, tornou-se uma das principais vozes em defesa da população negra e das comunidades vulneráveis da região oeste paulista. Initial plugin text Édima Mattos faleceu nesta quinta-feira (11), em Presidente Prudente (SP) Reprodução/Unoeste Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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